Avançar para o conteúdo principal

Monge Do Deserto

Autor: Armando Reginaldo Fumo.
Contact: +258845698732








Índice

01. Os saberes do não conhecimento
02. Leitor do mal escrito
03. Malabarista
04. O último saber antes da morte
05. Monge do deserto


















Prefácio

Somos reconhecidos como A se como A nos deixamos conhecer,  ninguém faz da sua realidade o falso. Mas do falso surge a realidade, tudo isso é questão de aprendizado quando em verdade vos digo: ninguém é do seu sinônimo sujeito.
   Somos ambos desconhecidos antes do primeiro "Olá" e tornámo-nos desconhecidos por falta do mesmo, quando se nota o fenômeno de grande observação e astuta atenção. Conclui-se que o mesmo grão de união serve de separação.

   O livro nós mostra o quão o conhecimento é espantoso e mortal quando usado para nenhuma finalidade!





























        Os saberes do não conhecimento


 <<Sonhar passado e acordar no presente, pensando no futuro ao despertar da vida, onde eu estarei?>>

  Sobre tantas gaivotas, ser um flamingo faz de ti um mero vulgar. Pensam eles nada sobre nós,  porque sobre nós aida não foram desatados os laços que de união nos separam. Nada eram os colonos sobre os olhos dos escravos, pois sobre nós correntes, nos pesavam aos braços e não a mente. Víamos de tudo e menos nada. Os meus antepassados pensavam no presente que agora pra mim é passado. "Será que a escravidão veio para nos libertar ou ela veio para nos mostrar que éramos escravos sem colonização" ?
Mas para isso bastavam apenas palavras. Para que as correntes e as chicotadas?
Com isso o colono só nos mostrou que era vulnerável ao olho dos cegos.
     Na vida que não vivemos, sofremos por estar vivos. Com isso, nada no mundo do passado era presente, pois sempre foi o seu futuro Hinako. O mundo mostrará que os fortes sao os gananciosos,  pois eles lutam pela vitória, olham para o mundo hoje sem o espelho de ontem. Olhe para os saberes de hoje, tem prédio nas casas que eram feitas de barro e caniço. O mundo mudará, tanto que hoje já ninguém vive na casa de caniço. Pra que viver do passado porque lá tu nunca viveste?
_ Escuta Hinako, Os abutres comem sem perguntar, as hienas comem algo que observam a muito tempo.
Eu serei uma hiena nesta selva de animais domésticos. Quero saber dos saberes que não me sabem à mente, quero saber quem é digno da minha veneração. Quero saber que é do meu respeito digno, não quero ser como vocês que dão vénia aos hipopótamos e búfalos só porque eles são grandes a voça insignificante capacidade intelectual .
_ Escuta Nikao, pára de chamar de burra a espécie que te deu vida e vive o mundo que te rodeia.
_ Como viverei eu nesta vida que de morto me deu o óbito? Eles dizem que estou vivo só porque precisam do meu voto e depois disso, eles me apagam a mente. Me colocam em cegueira e me jogam à deriva lá para não sei onde!
_ Hinako acorda nós estamos mortos, já não vivemos aqui!
_ Para de ser estúpido! Nikao, como assim estamos mortos?
_ Tu não vês?
Eles nos ensinaram que o mundo é lindo e maravilhoso. Mas depois pegaram na máquina de filmar e nos mostraram a bomba nuclear que é capaz de matar um país sem dar por si.
_ Sabes porque Hinako?
_ Nao sei.
_ Porque o ser humano é racional aos olhos dos irracionais!
_ Haaaa... Agora percebo tudo, mas como é que tu soubeste de tudo isto?
_ Não soube!
_ Como assim Nikao?
_ Lembras quando o nikolao nos ensinou a filosofia?
  Era para que aprendésse-mos a pensar com lógica. Mas o que foi que fizemos com a filosofia?
  Nós a guardamos em bibliotecas e começamos a contemplar a filosofia dos outros continentes. E quando demos por nós, vivíamos em África. Mas estávamos localizados nas europas e sonhavámos em possuir outras américas.
 Sabíamos que na Grécia matavam os que pensavam em estar vivos e sabíamos nada sobre quantos morreram em nosso país. sabiamos sobre os quilates de ouro das américas e das jóias das europas. Mas não sabíamos e né tínhamos ideia da côr do ouro que possuíamos e nem sabíamos qual é o valor da nossa moeda. Tivemos que pagar pra ter os pensamentos validados, tudo isso porque nós nos deixámos conhecer como estúpidos
_ Você está querendo dizer que os culpados pela nossa decadência são os nossos avós?
_ Os verdadeiros culpados são os antepassados dos nossos avós. Esses sim são os culpados. 
Os antepassados não ensinaram a cultura. Eles ensinaram apenas a tradição, esqueram eles que cultura, é a adaptação fundamental do presente. Enquanto que, a tradição é apenas do passado, a realidade passada de geração em geração.
 





 


                 LEITOR DO MAL ESCRITO


 <<Muitos de nós, nos tornamos em algo no qual nunca fomos, porque tememos ser, algo que nunca existiu.>>






 Sabem eles tudo de nada que vivemos, e mesmo assim, eles nos julgam inferiores. Deve ser pelo fato de nós termos nos deixado assim compreender!
- Nikao como sabes tu, de tudo isto afinal?
- Já disse que eu não sei, apenas estava eu a olhar para a selva e vi!  
  Vi como os búfalos precisavam
dos macacos, para que a comida os caísse ao chão, e depois os búfalos abanavam as árvores para que os macacos caíssem, e caíam eles, isso acontecia porque os búfalos nunca se uniram a nenhuma espécie, a nao ser a sua própria raça, mais eles precisavam dos macacos, pois os alimentos estavam bastente longe dos seu limite, e quando eles batiam  nas árvores para que os alimentos caíssem, estes por sua vez,  chegavam ao chão amolgados,  então os macacos eram a escolha ideal.
_ Vês agora hinako?
_ Nós nunca fomos racionais ao ponto de superar quem nos tornou,  nós nunca pensamos! Fomos controlados até ao último minuto.
Demo-lhes o ouro na busca de conhecimento que sempre tivemos.
    As andorinhas procuram sobre o mundo, coisas que nem as borboletas  sabem, os leões queriam estar no céu, as avés que estão no céu,  queriam estar na água e os peixes que na água estão, queriam estar nas profundezas do mar, mais tudo tem o seu limite. Eu invejo a forma de viver das cobra! por isso é que as temo, elas não tem da outra espécie, amigos, ela é realista até para com os da sua espécie, elas desconfiam até quando deviam ter certeza, ninguem confia nas cobra! por isso é que elas estam sempre lutando, e só não lutam quando estam escondidas.
 _ Por quê tudo isso agora Nikao ?
_ Tu não vês hinako?
   Se nós agissemos como cobras nunca teríamos sido escravos.
_ Haaaaa tu tens razão Nikao !
_ Não seja estúpido hinako, os méritos de nada servem, quando se tem o fracasso do saber!
 É como descobrir a estratégia do adversário depois de ter recebido o xeque-mate, de nada vale esse conhecimento !
   Tal coisa é valida agora sobre os colonos. Quando comparada a minha Magestade intelectual com a dos supostos donos da terra, eu descobri que, "sei nada, sobre os seus saberes" eles nunca estão perdidos, eles tem um instrumento ao qual atribuíram o nome de bússola, aquele era o exemplo de instrumento estranho, chamava a minha casa de norte, sendo que eu vivo a leste do oeste, eles eram tão astutos que pra nunca se perderem usavam um mapa, tudo oque era do homem estranho era estranho, os seus saberes eram infitos.
   O tempo contou pra mim, tudo o que do passado pertencia, ele contará que antes do sofremos havia desgraça e muita riqueza,
_ Se assim éramos porque  foi que ouve escravidão?
 _ ouve escravidão porque eles nunca estiveram livres, faltava união aos líderes africanos, faltou comunicação e sobre tudo faltou irmandade do continente.
   Sei eu nada do futuro que nunca tive, mas de algo ti digo amigo, "o mundo é melhor sem o pior de nós"
   Em uma de minha viagens pelo mundo do qual nunca estive,  conheci um velho chamado Lasquérios, era um exemplo de monge sem contidiano, ele vivia a morte dos vivos sem alma, ele era coisa do mundo sem objeto.
_ Vamos Nikao
_ Para onde queres que eu vá ?
_ Quero que tu vás ao seminário da alcateia dos pássaros!
_ Haa tu queres que eu morra tentando ser um lobo? que vive entre as avés que não voam, para que eu viva pensado que não sei,  quando na verdade eu sou objeto de valor que não me é atribuido!
_ Nikao á que país gostaria tu de nascer?
_ gostaria de nascer ao país do navio celestial, onde as cores vermelhas são azuis, onde o mar vai no ir que não volta mais, onde as pessoas são feitas de ouro e o ouro feito de cobre.
_ Nikao este mundo não existe!
_ Então nunca mais me faça essa estúpida questão, pois o mundo ao qual eu gostaria de viver não existe neste mundo!
   Quero ver cair as pétalas das rosas no chão, quero saber do mundo que era o ontém do nosso futuro, gostaria de ter nascido ontém para que o teu hoje nunca fosse amanhã.
_ Nikao tu não gostas do Homem branco?
_ Esta pergunta é estranha, pois, Alguns agem como cobras, e os que não são cobras, são hienas, que querem comer-nos, quando mortos estivermos, e por fim tem as andorinhas estes sim são um exemplo de bondade, pois dão donativos a este país, nos dão nos vastidão de  ensinamentos.
_ Nikao responde a minha pergunta!
_ Gostavas tu que te julgassem pela cor ou por algum feito dos nossos antepassados?
_ É claro que não!
_ Então deixa de ser colono e se torna escravo, pra ver quem quer te domesticar, essa é a melhor forma de observação, "quando já não se tem estratégia, há que se usar a estratégia do inimigo pra não cair na mesma"!
 Sei eu dos saberes que não se sabem, porque eles são desconhecidos, quando não se conhece a verdade.




         

                   



                        MALABARISTA

<<Achámo-nos proprietários, quando na verdade, somos apenas instrumento de círculo.>>


_ Oi, sábio Nikao.
_ Porquê é que assim me chamas Namibe?
_ É sabido por todos, que tu és o monge deste lugar
_ Sei eu nada dos saberes dos asiáticos, por isso é que não me julgo sábio!
  Aquele sim, é um país de língua estranha, eles falam como se estivessem calados, aquele sotaque com força pronunciada no "r" faz a sílaba tônica "a" soar "er", não entendo nada de sua língua, mais tem algo na sua expressão facial que faz com que eu avalie a possibilidade de ser insultado, "não gosto nada dos seus insultos", eu gostaria de entender a língua do estranho, para poder perceber quando ele estiver a falar português.
_Nikao a que origem é que tu pertences na verdade?
_ Esta é uma pergunta a qual desconheço a resposta, pois é estranho saber que o mundo no qual vivemos não nos vive!
_Como assim Nikao?
_Deixa o Namibe, ele está assim desde ontem, parece que lhe deram com o papel e o charuto, fala ele coisas estranhas, é como se ele estivesse possuído pelas sete folhas verdes


  Eu gostaria de ter olhos para ver o que com os meus não consigo enxergar, namorar com a vida que me tornou solteiro, andar entre os caminhos do seu todo em fim.
  Olham lá de cima as estrelas pra mim
_ Haaa pois é, as estrela tem um brilho fascinante!
_ Eu não Gosto delas!
_ Nikao para de implicar com o planeta
_ Não gosto das estrelas, porque elas têm um olhar sarcástico, elas tem um rir entre a lua que assombra o sol
  Mais o mundo em se é lindo, por dentro e não por fora, ele é tão lindo que pra ser compreendido, só precisa de um pintor reciclado,  coisas que nem essas, o colono bem que tentou nos tirar, mais a sua estupidez diante dos estúpidos o fez parar de raciocinar! pensa só Hinako, quantas pétalas tu viste murchar, graças aos tanques de guerra? e olha pra o colono agora, ele entrou com a lei de proteção da floresta, quando na verdade, foi ele quem estragou!
_ Nikao o teu conhecimento é esplendor, incrível e ao mesmo tempo magnífico
_ Ele é um monge da verdade!
_ Eu queria que Nikao tivesse nascido na era do colono, pra não permitir a sua entrada neste país!
_ De tudo dito por vocês essa é a mas estúpida coisa que eu já ouvi!
_ Nikao porquê tu insultas a Namibe, quando na verdade ela só quer ti elogiar?
_ Sou nada comparado com os saberes de aquela altura, se é que esse país alguma vez teve Monges foi devido a aquela altura!
_ Como assim Nikao?
_ Tu Aida não entendeste pois não! Todos os escravos sabião sobre as reias intenções do colono!
_ E mesmo assim se deixaram colonizar? desculpe Nikao mais dessa vez eu discordo plenamente contigo
_ Grande parte de sua menoria queria ter do ouro a sua riqueza! e acreditava ver de novos oceanos, outras profundezas!
_ Tu estás a dizer, que houveram traidores entre nós?
_ Em uma primeira fase, eles queriam saber dos saberes que não os possuíão, depois de verem passar o tempo que já não os restava, quiseram entrar em navios no qual a finalidade não embarcava, foi quando surgiu da dependência o compromisso de novos domínios pra uma melhor evolução!
_ Então nós nos deixamos colonizar, por querer evoluir!
_ Em uma segunda fase, o africano nunca quis trair o seu país, e nem matar a sua nação, ele achava que estavam, ajudando quando na verdade dava território ao colono, foi quando surgiu do contentamento o espírito descontente, foram criadas do comércio passivo, repúblicas partidárias, onde do "nós" como união surgiu o "vocês" como adjetivo de separação, esse sim foi o motivo da nossa decadência, a presença do ausente causou o colapso mental, e só então surgiram os Monges intitulados deuses da verdade, comparado a eles eu simplesmente falo o pouco do muito que ouve, e como vocês não ouviram nada do que eu escutei, o pouco que falo fica muito, os deuses da verdade eram intelectuais no sentido racional, eles negavam calar, o colono até que tentou os comprar mais nem a pérola mais brilhante das outras escuras, comprava o homem racional, por isso surgiram as correntes, as chicotadas, mais era estranho como o Monge não se rendia, o colono ficou tão aterrorizado que bateu em retirada, no ano que desconheço o tempo!
_ Nikao tu me surpreendis com tanto conhecimento, e quem são esses Monges do meu digno reconhecimento?
_ calma aí Hinako não dês venha aos  burros!
_ Como assim Nikao?
_ Eles eram Monges da verdade é ele eram racionais, mais ficaram racionais estúpidos, apartir do momento em que, uns pensaram ser independente dos dependentes, eles já não defendiam os indefesos, começaram a estúpida nação que nos deu vida, o monge virou escriba terrestre, tornado-se cada vez mais, elemento estúpido da cadeia republicaria, começaram a procurar novos conhecimentos, aterraram em novos continentes, e trouxeram de tudo fora, para dentro de nosso país.
_ Mais não vejo mal nenhum em trazer novos conhecimentos para perto de nós
_ Aí é que está, eu disse bem no início da conversa que o conhecimento é mortífero quando usado para nenhuma finalidade, isto é, os Monges do tempo passado, "nunca deveriam ter encontrado, o que não procuravam".
 



Comentários

Outros Textos

A Epidemia