Autor: Ercílio António.
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Índice
01. Primeiro Capítulo
Foi numa cidade de Machaque, zona muito pobre. As casas construídas com material precário, a corrente eléctrica e a água não se faziam sentir. Mas havia uma família muito rica. Tinha no seu quintal uma criação de patos, galinhas. Vivia discutindo com a Zulfa Nhango.
_ Bom dia Sra. Cacilda, dormiste com os diabos?
_ Se os diabos nos protegem!
_ Depois tu, melhor cuidar das tuas crias. Andam destruindo as minhas machambas.
_ Problema seu que vem plantar ao pé do meu quintal.
_ Se não vires essa situação vais sofrer as consequências.
_ É uma ameaça?
_ Não, um aviso.
A zona estava tão pobre que os ladrões aumentavam. De tempos para cá, eles não escolhiam o que roubar e para quem roubar.
Passado uma semana, a Sr. Zulfa Nhango volta a falar com a vizinha.
_ Senhora, já não tenho paciência para as suas crias.
Ela estava com cara de poucos amigos. A ameaça tinha sido cumprida. As crias são envenenadas.
_ Vamos assaltar a casa da riquinha. Dizia isso um dos bandidos.
_ Vamos entrar pelos fundos. Dizia o chefe:
Fizeram o trabalho roubaram toda a criação da senhora.
_ Que fome! vamos cozinhar um desses patos.
_ Estávamos a precisar.
Cozinharam. Quando comiam, a polícia já havia conseguido o paradeiro dos supostos ladrões. Chegados lá, encontram todos caídos sobre o chão. Pensavam que era um simples sono. Foi quando percebem que, não era uma morte trágica por um envenenamento. Saíram imediatamente falar com a Sra. Cacilda. Pensando que, ela mesmo teria envenenado as sua crias.
_ Bom dia senhora.
_ Como está o senhor investigador?
Deparámo-nos com uma situação: os jovens que tinham roubado os seus "filhos" morreram. Mas após a investigação feita, apurou-se o seguinte: foi um envenenamento e eles estão mortos.
_ Muito bem feito!
O investigador admirado: bem feito! porque dizes isso foste tu que os envenenou?
Continua...

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